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Foto: Tiago Queiroz | Trabalho Infantil Não é Folias

12 FEV
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No serviço 156, fiscalização pode demorar até 3 horas

O grupo de educadores que participam da campanha Trabalho Infantil Não é Folia, que vem realizando intervenções junto a crianças e adolescentes trabalhando no Carnaval, também verificou a eficiência do número 156 para receber denúncias de trabalho infantil.

As ligações realizadas para o serviço da Prefeitura foram atendidas, mas a resposta dos atendentes era de que a fiscalização só seria encaminhada ao local indicado num prazo de até 3 horas.

O problema é que, quanto maior a demora para a atuação da Prefeitura, menor a chance de o flagrante acontecer. Isso porque os ambulantes que ocupam mão de obra de crianças e adolescente para a venda de bebidas geralmente se locomovem com frequência acompanhando o movimento da passagem dos blocos.

Outra dificuldade no uso do telefone para a realização de uma denúncia está no momento de fazer a ligação: o barulho do Carnaval obriga o folião a explicar a ocorrência falando alto com a telefonista, e isso chama a atenção de outros ambulantes ao redor, que podem intimidar o denunciante.

Num dos telefonemas da equipe, a atendente do 156 disse que o registro só seria possível se houvesse a identificação da pessoa, por meio do nome completo, CPF e telefone celular. Há quem prefira não se identificar.

Além disso, o serviço oferece dois números gigantes de protocolo (um deles com 14 dígitos) obrigando o folião a ter um papel e uma caneta naquele momento para anotar.