Suporte: contato@aecci.org.br

EMAIL

contato@aecci.org.br

Fale Conosco

(21) 3556-3976

Associe-se Inscreva-se

Blog

Foto: MÁRIO PALHARES/MPT-AECCI
14 FEV
8

Saída do metrô Faria Lima tem concentração de trabalho infantil

Aglomerados num espaço entre as grades de ferro que separam a saída do metrô Faria Lima e o local demarcado para o desfile dos blocos, dezenas de adolescentes disputavam os foliões para vender de garrafas de água até as mais diversas bebidas alcoólicas: cerveja, uísque, vinho, catuaba, cachaça em saquinhos de plástico e outros conteúdos não identificados. Com um humor natural da idade, gritavam para as garotas e ofereciam a bebida em meio a várias cantadas.

O barulho não assustava a pequena Alice, que – apesar de aparentar menos de 10 anos – separava os blocos de gelo a fim de cobrir latas e garrafas de bebida empilhadas no isopor. A mãe esforçava-se para chamar a atenção de quem passava pelo local anunciando a promoção: três cervejas por dez reais.

O disque 156 foi acionado, e mais uma vez se repetiu a promessa de que a fiscalização da Prefeitura iria ao local com uma equipe de assistentes sociais, num período de até três horas. Era início de tarde, por volta das 13 horas do domingo de Carnaval. Ao entardecer, porém, quem passou pelo local ainda viu a mesma situação.

Em São Paulo – No Estado de São Paulo, o Ministério Público do Trabalho mobiliza, nos 4 dias de folia, equipes de comunicadores e educadores sociais, coordenada pela AECCI com orientação do MPT, para realizar intervenções durante os desfiles de blocos de rua, sensibilizando familiares ou acompanhantes de crianças em situação de trabalho infantil para explicar os malefícios dessa prática. Os profissionais também irão registrar ocorrências que resultarão num relatório para orientar ações de enfrentamento ao trabalho infantil nas ruas da capital. A ação no Estado de São Paulo conta com a parceria das organizações: Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Cidade Escola Aprendiz, além da AECCI e OIT citadas anteriormente

Além de conscientizar os foliões sobre as consequências desastrosas para a vida de crianças e adolescentes que trabalham, a campanha quer reforçar os canais de denúncia para o trabalho infantil:

  • Disque 100. A ligação é gratuita, e a ocorrência é encaminhada para a rede de proteção.
  • Se você estiver na cidade de São Paulo, ligue 156.
  • Se você está fora de São Paulo, ligue 0800 011 0156. Você não paga nada pela ligação.
  • Outra alternativa é acessar a página de denúncias do Ministério Público do Trabalho, ou utilizar os aplicativos:
  • Proteja Brasil (que indica as sedes dos conselhos tutelares mais próximas a você)
  • MPT Pardal (ferramenta de investigação do Ministério Público do Trabalho aberta ao público)